Há pesquisas e … “pesquisas”

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Há pesquisas e … “pesquisas”

 

Esta semana o Instituto Ipsos deu um susto no mundo político quando anunciou que a imagem do apresentador Luciano Hulk tinha crescido muito 17 pontos e chegava aos 60%.

A reportagem do Estadão reconhece que ele ainda não tem o desgaste natural dos políticos.

Mas querem saber o que isso representa em termos de Marketing Político?… Nada, absolutamente nada.

Na semana anterior fui eu quem tomou um susto. A Fernanda Zuccaro, marqueteira e esposa, me acordou assustada:

– Chico, tem pesquisa nova e o Lula subiu pra 42%. ( Ele apresenta em outras pesquisas a margem dos 35%)

De quem é a pesquisa?, perguntei.

E ela: da CUT…..

CUT ??? Ora, Fernandinha, me deixa dar mais uma dormidinha.

Esse monte de pesquisa quantitativa (Numérica) que aparece em épocas eleitorais é engana trouxa. Claro que há institutos sérios, como Ibope, DataFolha e alguns outros. O fato é que esses números apresentados só terão importância real quando A Tv política entra no ar e a eleição caminha pro final. Aí é que a grande maioria dos eleitores decide.

Para quem sabe fazer Marketing Político, as pesquisas importantes são as QUALITATIVAS. Reúnem-se grupos de pessoas, com a mediação de um moderador/psicólogo e discutem-se os problemas sociais e quem é o candidato(a) apropriado para resolvê-los. Assim pudemos antecipar aos nossos clientes, que o João Dória era viável na eleição passada.

As quális são como um diagnóstico que o paciente recebe do médico. Em seguida o doutor tem que dizer como tratar as situações apontadas e o doente tem que seguir a orientação. Mas candidatos e suas equipes usam mal essas pesquisas e só se preocupam com os números de intenção de voto.

 

Vejam o que ocorreu na eleição presidencial passada. Como não trabalhávamos para nenhum presidenciável, Fernanda e eu fazíamos todo dia uma resenha no FaceBook mostrando o que víamos, sob a ótica do marketing político. Ao final virou um livro.

De como Aécio e Marina ajudaram a eleger Dilma.

Sabe-se que Aécio e Marinha tinham qualitativas.

Agora, o presidente Temer também tem pesquisa a dar com o pau… Como é que ele conseguiu baixar sua aprovação a míseros 3%? Em ambos os casos, ou as pesquisas eram/são muito ruins (diagnóstico errado), ou eram/são mal interpretadas (remédio indevido).

Essa eleição só está começando. Há muita surpresa que virá por aí!

 

 

Versão dos Fatos 8, 26 de novembro de 2017.

Estrategista e Consultor em Marketing Político e Institucional Chico Santa Rita é jornalista e publicitário. Criou Versão dos Fatos baseado na experiência de quase 50 anos de trabalho nas várias áreas da Comunicação. São Análises descomprometida da realidade brasileira.

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